14.4.11

Estranha

Tento ser forte e ficar ao teu lado, mas tem uma mágoa, uma coisa amarga que começa a correr pela corrente sanguínea... Creio isso me esteja matando aos poucos.
É como se eu tivesse construido uma linda casa sobre um terreno aparentemente firme
e de repente, veio a chuva e levou o piso embora.
Eu estou aqui, me esquivando pra manter as paredes de pé... mas como fazer as paredes permanecerem de pé sem um piso firme?
é... Acho que é isso!
Às vezes, dá vontade de derrubar as paredes logo e começar a casa de novo, acho que seria mais fácil...
Às vezes eu penso em tentar recuperar o piso, mas será que dá pra fazer isso?
Você já teve o seu piso levado pela chuva? Saiba que, mesmo se a casa for pequenininha, mesmo que coloque as paredes abaixo, às vezes a chuva vem e além de varrer a casa, deixa rachaduras terríveis no terreno, prejudicando até mesmo possíveis futuras construções...
São essas rachaduras que mais eu temo, pois não quero morar em uma casa com medo constante de que o terreno volte a ceder. Morar em uma casa que pode vir abaixo a qualquer momento é cansativo demais pra qualquer um, inclusive aos que já têm as mãos calejadas de tanto tentar segurar paredes que nem se sabe ao certo se um dia deveriam ter sido erguidas...

Peço desculpas pra galera que acompanha o blog pela ausência exagerada. Sei que é chato pra caramba quando a gente acompanha um blog e o "escritor" passa tempos sem dar as caras, mas é que o ser humano que vos fala é de fase, e no momento eu estou mais pra ler do que pra escrever, mais pra ouvir do que pra falar... Então, volto assim que a inspiração melhorar (mas não fiquem tristes, estou alimentando a alma, me entupindo de leitura e Zeca Baleiro). E a propósito, caso alguém tenha sentido um tom meio melancólico nas linhas, não se preocupe! De vez em quando, e só de vez em quando mesmo, eu uso a licença que me dá direito a um dia de melancolia, de tristeza, de jururú assumido. Mas é só por um dia, pois ficar triste tá permitido por um dia e não um ano inteiro (como diria Frejat), mesmo porque tristeza habitual gera infelicidade, e essa sim eu quero longe de mim!
Volto quando as coisas melhorarem na cabeça pra contar da viagem a Buenos Aires. Por enquanto, adianto que tem muita história engraçada pra contar... Aguardem!!!

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