28.9.11

Viagem Minha

Lhes foi dada a promessa de uma linda história de amor, um contratempo e nenhum roteiro.
Se conheceram e começaram a escrever as páginas dessa história, mas o contratempo sempre os impedia de terminar certos parágrafos.E todos que liam a história, partilhavam da mesma opinião: ou se eliminava o empecilho, ou a história se limitaria a palavras soltas e borrões sem nexo.
Ela torcia para que ele notasse que sem aquele empecilho limitando suas mãos, ele poderia não só escrever a história com mais clareza, mas também enfeitá-la com desenhos das mais bonitas cores.
Ele esperava passivamente que ela sinalizasse essa vontade de colorir livremente a história.
E assim seguiram, até que a história ficasse tão clara que eles não conseguissem mais disfarçar, atrás dos borrões, as cores querendo brotar na história.
Mas ela fugiu dessas cores, virou forçosamente a página e cobriu a história de branco. Um branco que o paralisou totalmente. Pronto! Vitória do contratempo.
Mas ainda assim, ainda há quem diga que no mundo das cores, o branco nunca é o fim, pelo contrário, é sempre um começo (ou quem sabe um recomeço). O branco por vezes é necessário para aguçar a criatividade do artista.
E quem são eles? Ele, o pincel e ela a tinta. Ela, a inspiração e ele a ação. Duas partes harmônicas e distintas, que se completam sem notar. O Sol e a Lua, que complemetam e encantam quem observa o céu, mas que nunca estarão juntos... Peraí, mas e os eclipses, hein?!

31.7.11

Inspiração

De repente senti vontade de juntar todas as cartas que já escrevi pensando em ti e enviá-las. Todas as notinhas, todos os rascunhos, tudo em um envelope pardo, carimbado e remetido à você. Talvez assim essas anotações começassem a fazer sentido; Talvez assim essas frases soltas, ao encontrarem seu destinatário, pudessem deixar em paz a cabeça do remetente.
Parei por um segundo, refleti calmamente e notei que seria trabalho em vão para o carteiro, pois não há nada escrito nesses pedaços de papel que já não estejam estampados em meu rosto, no brilho dos meus olhos, no meu sorriso... e se você ignorou ou não percebeu esses sinais tão claros de afeto, talvez seja porque não os julgue importantes. E se não são importantes, não há porque oficializá-los com carimbos, selos e assinaturas. Calo-me diante o mundo e escrevo mais uma dessas notas que você nunca verá, assim como a expressão de meu sentimento...

15.7.11

Abobrinhas Minhas

Me deu uma vontade absurda e repentina de escrever, então resolvi não perder tempo e correr pra cá antes que os pensamentos me escapem, como vem acontecendo com frequencia ultimamente, e confesso que estou rezando muito para que ninguém apareça para atrapalhar a chuva de pensamentos que me abateram neste momento, não consegui... calma!
Bem, voltando (já com o pensamento meio atordoado devido à interrupção)... estava pensando em como tenho tido "relacionamentos superficiais" ultimamente. E não, nem sempre eles envolvem contato físico. Na verdade, raramente envolvem isso. Mas relacionamentos superficias para mim são aquelas paquerinhas que hoje em dia com a internet ficam muito mais frequentes e acessíveis. Enfim, acho que vocês entenderam. Pois bem, estava aqui pensando em como esses "relacionamentos" além de superficiais são descartáveis. Eles massageiam o ego (afinal, quem não gosta de ser elogiado, cobiçado e desejado - se esses dois últimos não forem a mesma coisa), e por vezes nos fazem suspirar mais fundo. Eu sou bem chegada nessas emoções passageiras, nesse frio na barriga, nesse fogo-de-palha. Sabe qual o problema? É que dura muito pouco. Logo logo os "relacionamentos superficiais" começam a pesar, os papos vão ficando mais sérios e chega em um ponto que ou se dá um passo a frente ou se sai da estrada. Normalmente, eu saio.
Não é por nada, mas quando o negócio é superficial, eu tenho pra mim que tem que ser leve, gostoso, emocionante. Tem que durar enquanto houver frio na barriga, e esse frio for bom. Quando começa a ficar pesado, eu saio fora MESMO. Porque se é pra pesar, o negócio se aprofunda, e a intenção não é essa, pelo menos não por enquanto. Mesmo porque, quando é pra aprofundar, a gente não tem que sentir, é aquele de repente você se ver perdido em meio a pensamentos, um encantamento que mesmo profundo, te faz sentir flutuando, com borboletas no estômago. Por isso que eu continuo pensando assim: Não pode pesar e se pesar, tô fora! Não quero DR com quem não tenho o R, não quero satisfação de quem não me importa, não quero problema se nem tenho uma calculadora comigo.
Queremos a mesma coisa? Ótimo! Os interesses começaram a conflitar? Hasta la vista. Estou mimada, preocupada demais com minhas próprias vontades, com meus próprios sonhos e se você não serve pura e simplesmente para satisfazê-los, seja bonzinho e ceda o lugar para o próximo da fila sem que eu precise chamar a segurança para te retirar do recinto. Isso é ser leviana? Eu não concordo, mas também não me importo muito com o que vão pensar. Me preocupo sim é com o que eu sinto por dentro, com o que ninguém consegue julgar porque está muito além do alcance dos olhos (e quiçá da imaginação). Sabe aquela música dos Tribalistas que diz "Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também"? Então, é mais ou menos por aí! Pra quem tem mais de 2 neurônios funcionando, há de se saber que não estou falando de promiscuidade, de sair por aí estilo metralhadora em micareta, beijando qualquer um e se entregando para o primeiro que passar. Mas estou falando de se divertir na paquera, de curtir os momentos de "descoberta", mesmo porque conforme a gente vai amadurecendo, vai ficando mais exigente e aí, meu amigo... qualquer frase mal colocada já pode ser um basta. Eu funciono assim! Se não gostei do jeito que o cara fala com a mãe no telefone ou que escreve no MSN, já é o suficiente pra levantar o dedinho pro garçom e pedir: "PRÓXIMO".
Se este post ficar com um tom feminista demais, me desculpem, não foi a intenção mesmo! Mas é que tem umas coisas que se eu não falar, explodem aqui dentro do peito e eu que fico sentindo a dor depois... No entanto, não é excesso de independência, feminismo ou por libertinagem que raciocino desta forma. Mas talvez amor próprio aguçado e essa mania exagerada de colocar a felicidade a frente de qualquer conveniência social.

PS: Como todo ser humano que se preze, também tenho meus pontos fracos (inúmeros, por sinal) e também traio meus pensamentos e convicções por vezes. Confesso que às vezes mergulho em uma ilusão, um "nunca será" que me atordoa e me faz ir contra todos os pensamentos de independência que normalmente funcionam muito bem. Dizem que todo mundo é viciado em alguma coisa, acho que descobri o meu vício. Mas isso é assunto pra outro post. Por enquanto, aproveito a chuva de Caio Fernando Abreu na minha vida, que me inspira a escrever e me envergonha ao mesmo tempo. Por isso, perdoem-me se houverem muitos erros de digitação, gramática ou concordância, é que depois que descobri esse cara, não tenho mais coragem de ler nada que escrevo, só jogo meus pensamentos aqui como quando a gente carrega por certo tempo uma mochila muito pesada e finalmente consegue tirá-la das costas, sabe?! Acho que é isso...

5.7.11

Rapidinha

De toda  a evolução de sentimentos que você já me causou, posso contar em ordem de acontecimentos, atração, curiosidade, encantamento, paixão, incerteza, insegurança, dúvida, tristeza, alegria, angústia, ódio, raiva, mágoa, felicidade, imparcialidade, até enfim chegar na indiferença. Pois é, indiferença. Acho que se não fosse por ela, poderia até chamar esse coquetel sentimental de amor, mas não creio que seja o caso. Fica pra próxima então...

3.7.11

O Retorno do Passado

De tanto me atormentar, resolvi chamar o passado para uma séria conversa e propor um acordo. Pedi a ele que se fizesse ausente, que utilizasse de sua propriedade temporal e que me deixasse com o presente, que é tudo o que eu preciso para viver. Mas o passado é teimoso e vive cismando em aparecer quando menos se espera, igual fantasma de filmes dos anos 90. Aparece nos meus pensamentos, nas minhas vontades, nos meus sonhos e na minha lembrança. E vez ou outra me inunda de nostalgia, de pensamentos matemáticos, cheios de probabilidades e porcentagens, cheios de cálculos e métodos...
O problema é que eu nunca fui muito boa de cálculo, que não nasci pra ser de exatas e que não pretendo me programar na base do "e se...". Aí é que entra a minha briga com o passado, esse tempo distante e ausente, ou melhor, que não é nem um pouco ausente de fato e nem está tão distante quanto deveria.
O tempo vai passando e eu vou conseguindo enxergar que algumas coisas só fazem sentido no momento certo e na hora certa, não há cola que consiga unir uma oportunidade perfeita ao momento em que ela se fez perfeita depois que esse momento passa. O ser humano é capaz de se empenhar nas mais difíceis tarefas e atingir os mais improváveis objetivos, como escalar uma montanha gelada ou sobreviver dias em alto mar bebendo sua própria urina, só com força de vontade. Mas sabemos que em relacionamentos não é bem assim que funciona. Aí o bicho pega de verdade e até as leis da Física são testadas, pois ainda não consegui entender se é a ação que gera a reação ou se seria o contrário (o que por vezes me parece muito mais coerente). E de repente, aquilo pelo que você mataria ou morreria, pode se tornar uma meta completamente sem quê nem porquê.
Bem, como eu levo muito em consideração os conselhos dos mais experientes, sigo acreditando que quando um não quer, dois não brigam e assim vou deixando a vida me levar. Fico na minha, de prontidão, porém em posição confortável, esperando alguma novidade acontecer. E quanto ao passado... continuo insistindo para que fique em silêncio na gaveta de boas lembranças onde eu o guardei, mas confesso que ainda não consigo ficar indiferente quando ele dá gritos e pede que eu o resgate dali, que o faça presente só um pouquinho pelo menos, para que ele se sinta vivo e forte, para que ele roube um pouco da energia boa que trago sempre comigo, e que me dê um pouquinho da sua energia, que acaba me alimentando de sentimentos bons também. Afinal, podemos ter manchas tristes no passado, mas no geral só o que é bom dura tempo bastante pra que a gente lembre pra sempre, né?!

22.6.11

Atualizando-me

De vez em quando sinto uma vontade muito grande de falar de mim. Egocentrismo? Não vejo assim... Mas é que tem horas que dá vontade de partilhar com o mundo minha opinião, mesmo sem ser solicitada. Pensando nisso, resolvi voltar aqui e escrever um pouco.
Acordei hoje escutando Lounge da Maria Gadú... Gente, que música boa! Quem não conhece, recomendo muito. Aí fui ouvir o Cd novo dela com o Caetano Veloso que também está um luxo... Pronto, enlouqueci e baixei a discografia dela toda e passei o dia ao som da Gadú. Até aí, nada né?! Mas quem me conhece bem sabe que até então ela nem fedia nem cheirava, que eu sempre falei que não era super fã da Gadú. Por que a mudança brusca?! Sei lá ué, mas sei que é normal de acontecer essas coisas na minha vida. Com chocolate meio amargo foi a mesma coisa, não gostava muito até que um dia resolvi comer um pedacinho da barra da minha mãe e hoje em dia eu adoro. Vinho seco, mostarda, Trio Parada Dura, tomate seco... iiiih, infinitas coisas que fui aprendendo a apreciar com o tempo.
Isso não acontece só com músicas, programas de tv ou comida, óbvio. Acontece também com lugares e com pessoas, o tempo todo. Aquela pessoa que eu achava intragável, que torcia o nariz só de passar na rua e depois de um chopp acabou virando camarada, desfazendo a má impressão... Lógico que o contrário também acontece e o que antes parecia bom pra caramba de repente vira a coisa mais estranha do mundo, mas ao parar pra pensar nisso, notei que agreguei muito mais coisas do que subtraí na minha pequena continha de 25 anos de praia... rs
Descobri que estou neste mundo pra somar, pra acrescentar conhecimentos, idéias e atitudes à minha biografia. Descobri que estou aberta aos mais diversos pontos de vista, me livrando cada vez mais de preconceitos, disposta a aceitar cada um do jeito que é, desde que cumpra com o quesito básico que é ter bom coração. Em sendo assim, que seja bem-vindo à minha vida. Traga boa energia e prometo que boa energia receberá de volta.
Antigamente, por exemplo, uma noitada boa pra mim era aquela que tivesse as músicas que eu gostasse mais, a bebida que eu gostasse mais, meus amigos mais queridos e algum gato de tirar o fôlego pra paquerar. Hoje em dia, noitada boa é qualquer uma onde possa conversar à vontade sobre besteiras, amenidades e até pequenas maldades (por que não? afinal, quem não ri pelas costas daquela gorda de saia lápis rosa bebê? rs) com gente do bem (sejam amigos de longa data ou novas "aquisições"), rir até a barriga doer, experimentar uma bebida nova, ouvir uma mixagem maneiraça e inédita que algum DJ desconhecido preparou, fazer trenzinho na pista, dançar até o chão, cantar no videokê... enfim! Ficar à vontade, sem me preocupar se o jeans deixa meu popô empinado o suficiente para o gatinho chegar em mim. Aliás... que gatinho mesmo?! Nem vi, estava rindo da piada que a sem noção da minha amiga contou aqui... Ih, ele veio falar comigo. E agora?! Olha, me add no facebook que a gente conversa outra hora, ok?! É que tá tocando a música que eu mais amo e eu preciso ir pra pista bater cabelo... ahahahahhahaahhahahahaha
Assim tem sido ultimamente. Não tem como estar mais feliz, sabia?! Às vezes dá até medo de falar isso, pois tem muita gente que se incomoda com a felicidade dos outros, mas quer saber???? o mais importante é poder dividir essa felicidade com gente que como eu acredita que dividindo a gente soma e eu tenho diversas provas pra acreditar que emanando alegria a gente atrai cada vez mais e mais gente do bem, e gente do bem cria um escudo pra que nada de ruim nos atinja. Portanto, inveja... pode cantar pra subir que por aqui não tem espaço pra você não senhora!!! E tá aí uma coisa que eu sei que não vou mudar de opinião. Posso passar a gostar de choriço, funk e até namorar um dOs Hawaianos, mas cultivar negatividade... ah, isso nunca!!!

2.6.11

Tudo Que é Humano NÃO me Interessa

Pessoas, só pra dar um update no blog que, como minha querida amiga Milla Monfardini diz, está mais jogado de lado que franja de emo, passei rapidinho pra desabafar... Pois é, tô bem não... mas calma, não é tristeza! Não mesmo, tá louca?! É irritação, inquietação... minha paciência tirou folga e deu abandono de emprego, eu acho.
Não consigo conversar, não consigo esperar, não consigo pensar. Estou igual criança mimada, ou é tudo no meu tempo ou nem precisa ser, ou é do meu jeito ou eu viro as costas... Isso não tá certo!!!
O que vai ser de mim? Sei lá, só sei que acabo de encher o saco de escrever aqui no blog como se isso fosse um diário da princesa, sabe?! Quando tiver alguma coisa útil pra falar, eu volto. Por enquanto, rezem pra não cruzarem comigo por aí, porque estou em um daqueles dias que nem eu me aguento, só que como não tenho a opção de me abandonar, vou contornando com música boa, comida gostosa e silêncio de seres humanos, porque hoje realmente TUDO QUE É HUMANO NÃO ME INTERESSA!!!!!!!

15.5.11

Divagando

Estou em uma fase totalmente egoísta. Não, isso não quer dizer que eu vá roubar o bolo da festa pra comer sozinha nem que vá ignorar se vir uma senhora prestes a ser atropelada por um motoqueiro louco... Nada disso! Estou egoísta com meus sentimentos (o que também não quer dizer que deixei de amar muito meus queridos do coração, ou que o amor diminuiu). Só estou me priorizando, tendo tempo pra pensar mais em mim, minha felicidade virou objetivo número um e pronto!
Só faço o que quero, só ligo pra quem quero, quando quero e se quero. Só leio revista se estiver a fim, se não estiver, apago a luz e vou dormir. Se quiser tomar uma garrafa de vinho inteira antes do almoço, faço também. Estou me sentindo leve, sem pessoa alguma pra me dizer quando e como agir, sem precisar medir minhas palavras, meus atos, minhas vontades. E isso faz feliz!
Estou curtindo o momento, exercendo meu direito de ir, vir, ou simplesmente permanecer, sem peso na consciência, sem receios. Exercendo o direito de não opinar, não comentar, não prestar atenção. Estou com a função cagar e andar ativada, e isso tá me fazendo bem!
Claro que não emperrei o botão do f#d@-c radicalmente, mas de vez em quando eu dou uns toquinhos de leve, confesso... rs
Pra quem me conhece e lê isso aqui, pode até parecer que não há novidade nenhuma nisso, pois sempre fui bastante impulsiva, radical e tals. Na verdade, eu sou bem esquisita mesmo. Não sei bem se esquisita seria o termo correto, mas que fujo do padrão... ah, isso sem dúvidas. Dependendo do ponto de vista, pode parecer ótimo ou péssimo, mas isso depende mais de quem analisa do que de mim mesma. As coisas que faço e falo, os amigos que cultivo, os lugares que frequento... tudo acontece muito naturalmente por aqui. Não há forçada de barra, não há imposições. Eu não me cobro nada muito além das minhas capacidades (o que não significa que sou permissiva comigo mesma, muito ao contrário), não me planejo para dominar o mundo. Pra mim, mais importante é fazer do mundo à minha volta um espaço agradável de passar, frequentar ou permanecer.
Então... nessa fase mais leve que algodão-doce é onde estou exatamente agora. Ansiedade sob controle, o mundo pode sim desacelerar um pouquinho pra me acompanhar, eu é que não vou forçar meu motor pra tentar acompanhar esse ritmo louco das pessoas que correm, correm e não têm lugar nenhum pra chegar. Vou seguindo meu caminho, minha filosofia de boteco, seja lá esquisita, estranha, tosca, idiota ou como eu prefiro chamar, DIFERENTE! Sabe que gosto de verdade dessa definição?! Afinal, ser muito padrão deve ser chato pra caramba, né?! Sei lá também, acho que isso é uma pergunta que eu mesma nunca conseguirei responder...

8.5.11

Aniversário do Blog

Gente, hoje o blog está completando 2 anos e, pra comemorar, a que vos fala teve uma idéia de jerico que pode ou não dar certo, mas pra dar certo precisarei da ajuda de vocês, leitores (até hoje sorrio toda boba em pensar que tenho "leitores" rs).
É o seguinte... como com o passar do tempo fui me aproximando de algumas pessoas por conta das besteiras coisas que escrevo aqui, e na maioria das vezes as pessoas me procuraram pra trocar idéia a respeito de relacionamentos e probleminhas em geral, resolvi montar um balcão espiritual e estou realizando consultas por apenas R$9,90. Prometo trazer seu amor de volta em 3 dias... MENTIRA! ahahahhahahahaaa
Falando sério, resolvi dar mais atenção a essas pessoas que querem trocar idéia, ouvir opinião, sei lá... pessoas que, como eu, muitas vezes ficam na dúvida se casam ou compram uma bicicleta e precisam desabafar ou ouvir idéias de um ponto de vista neutro (no caso, o meu). Pensei que as pessoas podem deixar em forma de comentários ou me enviar por e-mail suas histórias, seus perrengues, e que eu posso responder por aqui ou simplesmente contar (caso seja algo muito cômico e a pessoa queira dividir e tals) para o pessoal que gosta de ler, mas nem sempre de se manifestar aqui no blog. Óbvio que a menos que queiram se identificar, os comentários não serão aceitos e o anonimato será mantido.
Tive essa idéia porque muitas vezes eu já postei histórias que me foram passadas ou me inspirei em outras pessoas para fazer postagens. E pra falar a verdade, estou meio cansada de falar só de mim, acho que é por isso que está faltando inspiração. Comecei este blog pra que ele fosse como uma espécie de "penseira do Dumbledore" (quem viu Harry Potter sabe do que estou falando), pois tenho muita coisa em mente o tempo todo, e às vezes têm pensamentos que ficam martelando tanto que eu preciso externar para aliviar um pouco. Foi uma surpresa e uma honra que com o tempo eu tenha ganhado "seguidores", "leitores" ou como eu prefiro denominar, "chegados por pura afinidade". Tem gente que não acredita em amizade virtual, eu discordo veementemente (quanto E junto, meu Deus). Na internet não se fazem amigos por interesse na pele, no cheiro, no toque, no dinheiro, na classe social nem em qualquer outra coisa do tipo. Você se torna amigo de alguém online porque o papo bate, porque a cabeça pensa na mesma sintonia, porque você simplesmente não tem nada a perder... Enfim, acho que com o tempo e essas surpresas, o blog que é uma brincadeira pra mim acabou ensinando um montão de coisas e abrindo portas para que eu aprenda mais e mais com gente que mora ali do lado ou até mesmo em outro continente.
Gostaria de verdade que a galera participasse desse novo propósito, mesmo que só por brincadeira, pra eu ter sobre o quê escrever... Vai que dá certo, né?! rs
E do mais, é só comemorar. O LPA não é top blog, mas há tanto carinho e tanto sentimento em cada palavrinha que é escrita aqui que até chego a crer nos que me dizem se emocionar em ler (o que muitas vezes parece ser um monte de titica). Obrigada a todos e a cada um de vocês, apaguemos juntos as velinhas desses dois anos de pensamentos loucos ditos em CAPS LOCK... rs

Ah, e vou aproveitar que peguei pra escrever hoje e emendar com desejo de Feliz Dia das Mães pra todo mundo e pra minha amada mais amada que tudo nessa vida mamis, tudo de bom e linda, tudo que eu tenho nessa vida e a que mais queria perto de mim hoje, como não tem opção, a gente deixa pra aproveitar bastante quando estiver perto porque dia das mães é todo dia, bem!

14.4.11

Estranha

Tento ser forte e ficar ao teu lado, mas tem uma mágoa, uma coisa amarga que começa a correr pela corrente sanguínea... Creio isso me esteja matando aos poucos.
É como se eu tivesse construido uma linda casa sobre um terreno aparentemente firme
e de repente, veio a chuva e levou o piso embora.
Eu estou aqui, me esquivando pra manter as paredes de pé... mas como fazer as paredes permanecerem de pé sem um piso firme?
é... Acho que é isso!
Às vezes, dá vontade de derrubar as paredes logo e começar a casa de novo, acho que seria mais fácil...
Às vezes eu penso em tentar recuperar o piso, mas será que dá pra fazer isso?
Você já teve o seu piso levado pela chuva? Saiba que, mesmo se a casa for pequenininha, mesmo que coloque as paredes abaixo, às vezes a chuva vem e além de varrer a casa, deixa rachaduras terríveis no terreno, prejudicando até mesmo possíveis futuras construções...
São essas rachaduras que mais eu temo, pois não quero morar em uma casa com medo constante de que o terreno volte a ceder. Morar em uma casa que pode vir abaixo a qualquer momento é cansativo demais pra qualquer um, inclusive aos que já têm as mãos calejadas de tanto tentar segurar paredes que nem se sabe ao certo se um dia deveriam ter sido erguidas...

Peço desculpas pra galera que acompanha o blog pela ausência exagerada. Sei que é chato pra caramba quando a gente acompanha um blog e o "escritor" passa tempos sem dar as caras, mas é que o ser humano que vos fala é de fase, e no momento eu estou mais pra ler do que pra escrever, mais pra ouvir do que pra falar... Então, volto assim que a inspiração melhorar (mas não fiquem tristes, estou alimentando a alma, me entupindo de leitura e Zeca Baleiro). E a propósito, caso alguém tenha sentido um tom meio melancólico nas linhas, não se preocupe! De vez em quando, e só de vez em quando mesmo, eu uso a licença que me dá direito a um dia de melancolia, de tristeza, de jururú assumido. Mas é só por um dia, pois ficar triste tá permitido por um dia e não um ano inteiro (como diria Frejat), mesmo porque tristeza habitual gera infelicidade, e essa sim eu quero longe de mim!
Volto quando as coisas melhorarem na cabeça pra contar da viagem a Buenos Aires. Por enquanto, adianto que tem muita história engraçada pra contar... Aguardem!!!

20.3.11

Tempo

Passado... de que me serves tu se ficaste pra trás e prendeste a ti os bons momentos, as expectativas, a esperança? De que me serves se tudo que retratas são possibilidades de um futuro possível apenas no pretérito, recheadas de poderiam, teriam, seriam, fariam? Se tudo que revelas são momentos que foram? E se foram é porque não são e provavelmente nunca mais serão...
Então passado, pra quê se fazer presente? Não vês que não te encaixas nesse tempo? que o subjuntivo que carregas aqui só serve para gerar expectativas desnecessárias, hipóteses ao acaso, palavras ao vento? Não consegues notar que as oportunidades não acompanham o virar das páginas, que a folha que o vento leva nunca voltará ao galho da àrvore? Não o vês? Se realmente não o vês, passado! peço que te esforces e voltes para o pretérito indicativo, seja ele perfeito ou imperfeito, pois se juntos nós falávamos de paixão ou simplesmente de afeto, isso não importa mais, pois foi há muito tempo e como já te disse, o tempo não volta.
É passado... Como negar que um dia tu já fora presente (e ouso dizer que um dos mais belos que se possa ganhar), mas que por descuido ou descaso (não sei ao certo), passou por teus dedos a oportunidade de se manter presente e quem sabe... um dia ser promovido a futuro?! Pois é, não deu! As inscrições foram encerradas e a vaga preenchida, lamento!
Mas não desanimes, isso nunca! Qualquer passado se faz presente em algum tempo no espaço. Provavelmente não por aqui, pois infelizmente só temos lugar pro agora nesse setor. Ah, sim... Tem vaga aberta para o futuro, mas toda vez que esperamos por ele, o danado ou se adianta ou vira presente também. Parece realmente que ser presente é a vaga mais cobiçada nesse caso. Pena que por aqui somente haja possibilidades para o presente ser futuro ou para o (quase inevitável) futuro ser presente. Passado não tem qualificação pra ser promovido, e olha que o que não faltou foram oportunidades de se especializar enquanto estagiando no presente. Mas desinteressado, tu te deixaste levar por preguiça ou por falta de gana pelo cargo que hoje desejas (re)ocupar. Meu conselho é que te aconchegues nos nossos arquivos, pois pensando bem não há lugar mais agradável ao passado para se estar do que em meio às lembranças dos momentos vividos como presente, áureo e vívido, cheio de encantamento e alegria, como se o futuro simplesmente não existisse, e se existisse, como se não fizesse diferença, como se o tempo fosse capaz de detê-lo de se vestir de presente e mudar toda uma forma de trabalhar... É, passado... parece que o tempo não trabalhou em teu favor neste caso. Pegue tuas coisas então e ocupes o cargo que te nomeia. E por favor, faça o máximo de silêncio possível, pois o ruido vindo do teu setor só faz atrapalhar a linha de produção mais importante por aqui; o agora, o já, o PRESENTE!

17.3.11

Os Loucos se Atraem

Louca, problemática, sistemática, metódica, imprevisível, turrona, vulnerável, instável...
É assim que estou me sentindo hoje, e completamente feliz com isso! rs
Estava acompanhando as loucuras dos meus amigos navegando pela net e vou te contar uma coisa... como tem doido nesse mundo, né?! Gente, não sei definir mais se todos os loucos são meus amigos ou se todos os meus amigos são loucos, mas a minha galera é muito lelé, todo mundo muito pirado, locos locos locos (estilo Shakira... rs). Tem cada figura que se eu fosse contar, ninguém acreditaria (como o Mestre que conseguiu cair de bêbado em uma poça de água em um boteco e dormiu nela tempo suficiente pra estragar o telefone celular ou a Sacerdotiza que pergunta a um recém formado em Direito se ele estava estudando pra ser Juíz só pra roubar pro time de futebol favorito dele), e também porque não há provas concretas desses acontecimentos (ou alguém tem alguma foto da que vos fala de pileque passando rimel na boca achando que era gloss?)...
Enfim, passaria dias escrevendo sobre as pérolas dos meus doidinhos queridos, mas é melhor pular essa parte. Na verdade, puxei a conversa pra esse lado porque me toquei do quanto admiro as maluquices desses sequelados, o quanto é isso que me aproxima e me cativa em cada um deles. Seja o amigo que conta as maiores sacanagens das "pool parties" que participa na Região dos Lagos, citando Shakespeare e Newton, seja o sequelado que conta como foi curtir o baile no Morro do Quebra-Côco na laje do "patrão" (acho que é assim que se fala), ou até mesmo o que entra no MSN pela madrugada só pra contar as últimas que anda aprontando pelo continente asiático...
Sejam amigos de infância, de faculdade, de trabalho, de internet... Eu não meço amizade por tempo de convívio, por quilômetros de distância nem por encontros pessoalmente. Meço por cumplicidade, afinidade, companheirismo e principalmente pela arte de se fazer presente mesmo distante (como diz a música: "quem foi que disse que pra estar junto precisa estar perto" né?!). E a loucura dos meus queridos ajuda muito nisso. Só gente tão louca quanto eu pra perder horas e horas do dia conversando comigo no MSN, lendo meu blog (rs) e/ou esperando pacientemente o momento que o telefone toque e uma vozinha de taquara diga: "qual é, cheguei em terra, poha! vamos fazer o quê?" hehehehehehehehehehee
Sei que muitas vezes a minha ausência atrapalha, mas gostaria de dizer a cada um que não interfere no sentimento, muito pelo contrário. Quando o convívio é imposto, fica difícil saber o que é genuíno e o que é forçado. Mas quando é espontâneo, o carinho vale o dobro.
Vou parar por aqui porque já tem uns 3 meses que comecei a escrever este post e nunca consigo terminar. Só queria agradecer à loucura adiquirida de todos e cada um de meus queridos, sejam eles amigos próximos ou mais distantes, pois pra mim a fraternidade é feita de patchwork, a gente vai juntando os pedacinhos (uns até maiores que os outros, porém não menos importantes ou bonitos) até que o trabalho final seja, além de lindo, único. E em troca não tenho muito o que oferecer além de ser mais um pedacinho para que vocês também façam seus "patchwork's". Não prometo ser o maior pedaço, nem o mais bonito, nem o mais perfeito de todo o trabalho, mas podem ter certeza que serei o mais bonito, o mais perfeito e o maior amigo que minha capacidade permitir ser, pois é assim que deve acontecer.
E REPITO, AMO TODOS E CADA UM DE VOCÊS!

12.3.11

Rapidinha

Passei rapidinho só pra agradecer ao pessoal (que mesmo sem se manifestar) acompanha o blog. Fiquei feliz em ver os acessos, tem gente fora do Brasil que gosta de ler minhas idiotices, olha que legal!!!
Eu sei que na Finlândia é o Léo, mas de Portugal, USA e Angola, não faço a menor idéia... Então fica aqui o pedido: a menos que 45 pessoas cairam aqui enganadas, você que entra e volta, deixa um hello pra mim?! Sei lá, um beijo pras crianças basta, mas é bom saber que você existe (e sinceramente, dar credibilidade a esse contador, pois até agora não entendi esses 2 mil e tantos acessos no Brasil. Mesmo porque eu entro e às vezes mostra que eu só tive 200 acessos, outras bate 5 mil... não sei em que acreditar).
Mas aproveito e deixo um "salve" (rs) e um muito obrigada para todos que de alguma forma apreciam o que eu escrevo aqui, mesmo que seja só pra rir da minha loucura...

10.3.11

Ressaca Pós Carnaval

Agora que o carnaval passou e parece que o ano vai começar oficialmente no Brasil eu me peguei pensando: “o que será das pessoas que até semana passada estavam zoando os amigos comprometidos porque eles iam poder zoar TODAS no carnaval, beijar TODAS, pegar TODAS... Enfim... Será que de TODAS elas, alguma vai ficar pra contar história? Ou será que TODAS elas não valeriam a pena para algo além do “one night stand”?
Bem, minha concepção é meio brega, meio piegas, mas ainda prefiro as coisas à moda antiga (e me recuso a acreditar nessa história de solteiro convicto). Duvido que até o cara mais pegador, mais Charlie Harper da história, não se sinta sozinho em algum momento da vida. Afinal, alguém aí não trocaria fácil sete bocas de noitada por uma boca só que diz sete vezes seguidas que te ama incondicionalmente? Eu troco, sempre!
E agora querido, nesse pós-carnaval, que você está aí cheio de ressaca física e moral, o momento é perfeito pra parar e pensar (como todo bom brasileiro solteiro-convicto pensa nessa época “pós-pode-tudo”) que o verão tá acabando, horário de verão já acabou e provavelmente junto com ele as suas economias também se foram (nas viagens e garrafas de Absolut e Red Label). As coisas começam a ficar meio pesadas pra quem não tem um cobertor de orelha, alguém pra chamar de seu e tudo o mais. Mais um Dia dos Namorados sem presente? Mais um inverno batendo bota nas boates repletas de gente mal intencionada ou desinteressante mesmo, que não servem pra apresentar para os pais, que nunca vão te mandar flores e muito menos dizer um “eu te amo” sincero (ou mentiroso mesmo).
Não estou falando isso pra ninguém ficar deprê nem pra me gabar por ter um namorado, mas é que tem gente que se empolga com o calor do verão e esquece que não dá pra levar o mundo pra cama ao mesmo tempo (e mesmo se desse, nesse caso o vazio parece crescer ainda mais conforme seu número de “parceiros casuais” vai aumentando). E tem gente que se deixa levar por má influência dos amigos e acaba terminando relacionamentos bacanas por causa de 5 dias de folia. Meu MSN agora tá bombando de historinhas e lamentações estilo: “Fui pra Salvador, beijei 250 meninos, mas amo meu namorado e quero voltar com ele”. Tá boa filha?! Acha que o cara ficou em casa dormindo, esperando igual a Cinderela pra você chegar e dar um beijo encantado e vocês viverem HAPPILY EVER AFTER? Me poupe! Ele no mínimo saiu, curtiu todas, beijou 567 meninas e se você além de tonta for azarada, ele conheceu uma garota que valia a pena trocar telefone (porque existem mais meninas legais na pista que meninos, #fato) e você DANÇOU muito mais do que no carnaval o “vou não, quero não, posso não...”
Falo por mim (que já há muitos carnavais estou comprometida) que dá pra se divertir sim acompanhada e que sinceramente não troco meus dias de folia amena pela curtição até o último grau e explico porque; simplesmente porque a zoação amena nos cinco dias vem acompanhada de outros 360 dias de “eu te amo muito” e mesmo descontando os dias que estou enclausurada no além-mar, os mais ou menos 180 dias que me restam de filme, caldo verde e carinho no sofá não têm preço. E você, folião, tem o que mesmo?! Comenta aí e me ajuda a lembrar, por favor! Que seus corpos estavam preparados para a festa da carne eu não tenho dúvidas, mas e pra festa da alma, do coração, será que você tem convite?!

PS: Pesquisando a imagem pra ilustrar o post, achei um blog super bacana e um post falando mais sobre carnaval como atestado para vulgaridade adiquirida. Quem quiser dar uma olhada, só clicar aqui. Tá que o post dela é do ano passado, mas vale a pena dar uma passada. Não conheço a autora, mas gostei da forma que ela escreve e ainda roubei a foto do post... hehehehehheee

11.2.11

O Post Mais Confuso de Todos

Tudo se move no universo, #fato!
E de repente, basta um pingo de chuva pra transformar um desenho perfeito em um borrão indistinguível.
Separar coração e razão às vezes é necessário, difícil é escolher qual dos dois seguir.

De todos os conselhos que eu posso dar na vida (e isso é uma coisa que eu gosto muito), o maior de todos eles é tome muito cuidado com suas ações, pois elas podem gerar consequências irreverssíveis. Portanto, ao fazer uma merdinha (mesmo que seja pequequininha), prepare-se pra quando ela começar a feder, porque merda é igual maconha, o cheiro sempre vai te entregar... ahuahauahauahauahauaa
E quanto mais você mexe, quanto mais você tenta camuflar, mais a porcaria da merda fede. É na dificuldade que conhecemos as pessoas, é no momento em que se testa os limites que a gente vê o caráter (ou a falta dele) de cada um. Enquanto tá tudo bem, todo mundo é legal, né?! Quando o bicho pega é que cada um vai pro seu quadrado e tem gente que se enfia em cada buraco que meu Deus!!!

Cada dia sigo mais aquela velha máxima que diz: "Deseje o melhor, prepare-se para o pior e receba o que vier com os braços abertos, sabendo que tudo acontece por algum propósito nessa vida". Do mais, é só não baixar a cabeça e seguir em frente. Meu hino hoje tem sido "Como será o amanhã, responda quem puder. O que irá me acontecer? O meu destino será como Deus quiser", é exatamente isso que estou sentindo. Tristeza? Já viu samba triste? Não, samba triste é pagode e de pagode eu nem gosto muito... rs

Desculpa se não consegui falar coisa com coisa neste post, é que não estou pensando coisa com coisa mesmo hoje, seria exigir demais da minha cabecinha de vento... rs
Conteúdo polêmico e dissertações ardorosas vão ficar pra próxima, sorry! Fico devendo, pago quando puder... rs

19.1.11

Rabujenta Ofuscando o Brilho da Purpurina

Estava acompanhando os tweets da galera mais cedo e me bateu uma tristeza tão grande com uma constatação, que resolvi tirar a dúvida no Facebook: Ser bichinha pão com ovo tá na moda???
Pois é, pelo visto está! Desde a praga do último BBB com Di César e Serginho, o negócio deslanchou de uma forma que mesmo com a casa dos horrores de volta, a modinha ainda não passou (pelo contrário, tá piorando).
Quantas vezes por dia você não vê no twitter alguém escrevendo #aloka? #bichamá! ou coisas do tipo? Bem, pelo lado da brincadeira, é muito engraçado mesmo, qualquer um faz isso. Mas se você parar e notar a padronização no comportamento duvidoso, é vergonhoso. Poxa, também acho totalmente NADA A VER essa parada de homofobia, coisa desprezível (cospe no chão três vezes), também acho que cada um tem que ser o que quiser ser, e todos que me conhecem sabem o quanto eu sou mente aberta quanto a isso.
E não só com relação a homossexualismo, eu sou a favor da liberdade de pensamento, de atitude, de "modus vivendi". Acho que cada um tem o direito e o dever de correr atrás do que o faz feliz (claro que desde que não atrapalhe a felicidade dos outros, pois isso é pecado).Acho que o caráter de uma pessoa está além da cor da pele, do endereço, da opção sexual, do contra-cheque, dos vícios, das músicas que gosta ou das roupas que veste e isso deve ser respeitado. Aliás, quem não respeita a diversidade tem sérios desvios de caráter #FATO.
O que me incomoda no modismo "Pão com Ovo"? Bem, antes preciso explicar o que isso significa exatamente, né?! Surgiu Deus sabe quando, muito provavelmente por algum homossexual mesmo (eles são os melhores no sarcasmo #FATO2) como uma expressão "Pão com ovo que se acha Big Mac" (aquele sanduíche famoso, número 1 de vendas no MC Donald's). Enfim, uma pessoa xulé que se acha a última coca cola com gelo e limão do deserto. Já começou a se achar no texto, né?! Já começou a lembrar da quantidade de gazelas saltitantes que temos visto por aí na televisão, no orkut (ai, lá elas se reunem e refestelam-se), nas ruas e como diziam os Titãs
"há flores por todos os lados, há flores em tudo que eu vejo"
E esse bando de florzinha não irrita somente a mim não, tá?! Irrita principalmente e muito mais os homossexuais que sentem vergonha alheia por ter esses "seres estranhos" incluídos na sua "categoria" pelos heteros. Eu também acho que bicha afetada tinha que ser colocada em uma outa categoria, afinal eles não são necessariamente seres que gostam de seres do mesmo sexo apenas, eles são como alegorias do carnaval passado. Purpurina com brilho gasto, pedaços despencados... enfim! São projetos do que deveria ser uma obra bem feita, um esboço, o esqueleto de uma obra embargada pela Defesa Civil... Desculpe as palavras meio odiosas, mas falo isso em nome de todos os meus amigos homossexuais que não conseguem ter paz, que vivem sendo julgados e sofrendo preconceitos e discriminações diárias por causa do mau comportamento de uma minoria que exalta o excesso, a falta de senso e acredita que chamar a atenção, chocar é o jeito certo de se impor contra tudo aquilo que eles mesmos ajudam a criar.
Infelizmente, tomados pela conotação "cômica" que a TV (especialmente a Globo) impõe a esse tipo de comportamento, o pessoal na rua acaba levando ao pé da letra e exagera. Já citei o Serginho do BBB e, apesar de achá-lo divertido e não ter nada contra o personagem que ele criou para se promover (e que deu muito certo, diga-se de passagem), acredito que ele enquanto BBB e principalmente depois, no Zorra Total,  foi o que levantou a bandeira e abriu as portas para que a coisa desandasse. A culpa é dele? Claro que não! A culpa é de quem? De todo mundo... Da televisão em geral (isso quer dizer diretores, produtores e toda a galera que funciona como "cabeças" da situação) que sabe o poder que exerce sobre a população, sobre o quanto dita as regras e lança as tendências de comportamento a serem seguidas por pelo menos uns 70% da população DIRETAMENTE e também de gente que se deixa atingir pelo que vê na telinha de uma forma tão absurda, mas não tô a fim de falar nisso, quero apenas falar mal da televisão, eu acho! rs
Se sairmos um pouco do assunto "bichinha pão com ovo" e entrarmos no nicho "mulheres bombadas, com marquinha de biquini, dançarinas, seminuas, sem calcinha", a coisa não é muito diferente. Ou você mulher acha o máximo ver o Mr. Catra passando um cartão de crédito por entre as nádegas de uma mulher na TV pra insinuar que aquela ali se vende de qualquer forma, não precisa nem ser dinheiro vivo. Ou será que você canta em voz alta para seus vizinhos e seus pais ouvirem que "Agora você é piranha e ninguém vai te segurar"? Será que você acha o máximo ver a "Waleska da Gaiola" se gabando porque consegue equilibrar um copo na bunda? Duvido. Eu me envergonho ainda mais ao ver meninas de 12/ 13 anos cheias de fotos insinuantes no Orkut, cheias de algodão no sutiã pra ficar com as "turbinas" calibradas... E isso é o quê? Reflexo do que já vem acontecendo há muitos anos (como eu já disse em posts anteriores), as pessoas confundem cada vez mais liberdade com libertinagem e se empolgam na vulgaridade.
Como não estou a fim de ficar fazendo discurso moralista (mesmo porque essa não é nem de longe a minha intenção) e nem levantando bandeira, vou parar por aqui. Mas não sem antes declarar claramente a minha intenção com esse post: clamar às pessoas que usem o bom senso em suas atitudes. Vivemos em sociedade, é bom que nos comportemos de acordo com o que desejamos dos outros para que se comportem conosco. Dentro de suas casas, entre seus grupos de amigos, seja o que quiser e fale o que preferir, mas em ambientes onde não reina a intimidade, imponha-se limites. Seja você uma tchutchuca purpurinada, uma bibinha pintosa, um bissexual brocha ou um crente fervoroso, sei lá... Não precisa fingir ser o que não é para agradar os outros, é só ficar na média. E por favor, POR FAVOR! molde sua personalidade de acordo com seus anseios e sua capacidade. Afinal, comprar meio quilo de coxão mole pra fazer um biquini a lá Lady Gaga não é fashion, é ridículo! Você não concorda?!

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