31.7.11

Inspiração

De repente senti vontade de juntar todas as cartas que já escrevi pensando em ti e enviá-las. Todas as notinhas, todos os rascunhos, tudo em um envelope pardo, carimbado e remetido à você. Talvez assim essas anotações começassem a fazer sentido; Talvez assim essas frases soltas, ao encontrarem seu destinatário, pudessem deixar em paz a cabeça do remetente.
Parei por um segundo, refleti calmamente e notei que seria trabalho em vão para o carteiro, pois não há nada escrito nesses pedaços de papel que já não estejam estampados em meu rosto, no brilho dos meus olhos, no meu sorriso... e se você ignorou ou não percebeu esses sinais tão claros de afeto, talvez seja porque não os julgue importantes. E se não são importantes, não há porque oficializá-los com carimbos, selos e assinaturas. Calo-me diante o mundo e escrevo mais uma dessas notas que você nunca verá, assim como a expressão de meu sentimento...

15.7.11

Abobrinhas Minhas

Me deu uma vontade absurda e repentina de escrever, então resolvi não perder tempo e correr pra cá antes que os pensamentos me escapem, como vem acontecendo com frequencia ultimamente, e confesso que estou rezando muito para que ninguém apareça para atrapalhar a chuva de pensamentos que me abateram neste momento, não consegui... calma!
Bem, voltando (já com o pensamento meio atordoado devido à interrupção)... estava pensando em como tenho tido "relacionamentos superficiais" ultimamente. E não, nem sempre eles envolvem contato físico. Na verdade, raramente envolvem isso. Mas relacionamentos superficias para mim são aquelas paquerinhas que hoje em dia com a internet ficam muito mais frequentes e acessíveis. Enfim, acho que vocês entenderam. Pois bem, estava aqui pensando em como esses "relacionamentos" além de superficiais são descartáveis. Eles massageiam o ego (afinal, quem não gosta de ser elogiado, cobiçado e desejado - se esses dois últimos não forem a mesma coisa), e por vezes nos fazem suspirar mais fundo. Eu sou bem chegada nessas emoções passageiras, nesse frio na barriga, nesse fogo-de-palha. Sabe qual o problema? É que dura muito pouco. Logo logo os "relacionamentos superficiais" começam a pesar, os papos vão ficando mais sérios e chega em um ponto que ou se dá um passo a frente ou se sai da estrada. Normalmente, eu saio.
Não é por nada, mas quando o negócio é superficial, eu tenho pra mim que tem que ser leve, gostoso, emocionante. Tem que durar enquanto houver frio na barriga, e esse frio for bom. Quando começa a ficar pesado, eu saio fora MESMO. Porque se é pra pesar, o negócio se aprofunda, e a intenção não é essa, pelo menos não por enquanto. Mesmo porque, quando é pra aprofundar, a gente não tem que sentir, é aquele de repente você se ver perdido em meio a pensamentos, um encantamento que mesmo profundo, te faz sentir flutuando, com borboletas no estômago. Por isso que eu continuo pensando assim: Não pode pesar e se pesar, tô fora! Não quero DR com quem não tenho o R, não quero satisfação de quem não me importa, não quero problema se nem tenho uma calculadora comigo.
Queremos a mesma coisa? Ótimo! Os interesses começaram a conflitar? Hasta la vista. Estou mimada, preocupada demais com minhas próprias vontades, com meus próprios sonhos e se você não serve pura e simplesmente para satisfazê-los, seja bonzinho e ceda o lugar para o próximo da fila sem que eu precise chamar a segurança para te retirar do recinto. Isso é ser leviana? Eu não concordo, mas também não me importo muito com o que vão pensar. Me preocupo sim é com o que eu sinto por dentro, com o que ninguém consegue julgar porque está muito além do alcance dos olhos (e quiçá da imaginação). Sabe aquela música dos Tribalistas que diz "Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também"? Então, é mais ou menos por aí! Pra quem tem mais de 2 neurônios funcionando, há de se saber que não estou falando de promiscuidade, de sair por aí estilo metralhadora em micareta, beijando qualquer um e se entregando para o primeiro que passar. Mas estou falando de se divertir na paquera, de curtir os momentos de "descoberta", mesmo porque conforme a gente vai amadurecendo, vai ficando mais exigente e aí, meu amigo... qualquer frase mal colocada já pode ser um basta. Eu funciono assim! Se não gostei do jeito que o cara fala com a mãe no telefone ou que escreve no MSN, já é o suficiente pra levantar o dedinho pro garçom e pedir: "PRÓXIMO".
Se este post ficar com um tom feminista demais, me desculpem, não foi a intenção mesmo! Mas é que tem umas coisas que se eu não falar, explodem aqui dentro do peito e eu que fico sentindo a dor depois... No entanto, não é excesso de independência, feminismo ou por libertinagem que raciocino desta forma. Mas talvez amor próprio aguçado e essa mania exagerada de colocar a felicidade a frente de qualquer conveniência social.

PS: Como todo ser humano que se preze, também tenho meus pontos fracos (inúmeros, por sinal) e também traio meus pensamentos e convicções por vezes. Confesso que às vezes mergulho em uma ilusão, um "nunca será" que me atordoa e me faz ir contra todos os pensamentos de independência que normalmente funcionam muito bem. Dizem que todo mundo é viciado em alguma coisa, acho que descobri o meu vício. Mas isso é assunto pra outro post. Por enquanto, aproveito a chuva de Caio Fernando Abreu na minha vida, que me inspira a escrever e me envergonha ao mesmo tempo. Por isso, perdoem-me se houverem muitos erros de digitação, gramática ou concordância, é que depois que descobri esse cara, não tenho mais coragem de ler nada que escrevo, só jogo meus pensamentos aqui como quando a gente carrega por certo tempo uma mochila muito pesada e finalmente consegue tirá-la das costas, sabe?! Acho que é isso...

5.7.11

Rapidinha

De toda  a evolução de sentimentos que você já me causou, posso contar em ordem de acontecimentos, atração, curiosidade, encantamento, paixão, incerteza, insegurança, dúvida, tristeza, alegria, angústia, ódio, raiva, mágoa, felicidade, imparcialidade, até enfim chegar na indiferença. Pois é, indiferença. Acho que se não fosse por ela, poderia até chamar esse coquetel sentimental de amor, mas não creio que seja o caso. Fica pra próxima então...

3.7.11

O Retorno do Passado

De tanto me atormentar, resolvi chamar o passado para uma séria conversa e propor um acordo. Pedi a ele que se fizesse ausente, que utilizasse de sua propriedade temporal e que me deixasse com o presente, que é tudo o que eu preciso para viver. Mas o passado é teimoso e vive cismando em aparecer quando menos se espera, igual fantasma de filmes dos anos 90. Aparece nos meus pensamentos, nas minhas vontades, nos meus sonhos e na minha lembrança. E vez ou outra me inunda de nostalgia, de pensamentos matemáticos, cheios de probabilidades e porcentagens, cheios de cálculos e métodos...
O problema é que eu nunca fui muito boa de cálculo, que não nasci pra ser de exatas e que não pretendo me programar na base do "e se...". Aí é que entra a minha briga com o passado, esse tempo distante e ausente, ou melhor, que não é nem um pouco ausente de fato e nem está tão distante quanto deveria.
O tempo vai passando e eu vou conseguindo enxergar que algumas coisas só fazem sentido no momento certo e na hora certa, não há cola que consiga unir uma oportunidade perfeita ao momento em que ela se fez perfeita depois que esse momento passa. O ser humano é capaz de se empenhar nas mais difíceis tarefas e atingir os mais improváveis objetivos, como escalar uma montanha gelada ou sobreviver dias em alto mar bebendo sua própria urina, só com força de vontade. Mas sabemos que em relacionamentos não é bem assim que funciona. Aí o bicho pega de verdade e até as leis da Física são testadas, pois ainda não consegui entender se é a ação que gera a reação ou se seria o contrário (o que por vezes me parece muito mais coerente). E de repente, aquilo pelo que você mataria ou morreria, pode se tornar uma meta completamente sem quê nem porquê.
Bem, como eu levo muito em consideração os conselhos dos mais experientes, sigo acreditando que quando um não quer, dois não brigam e assim vou deixando a vida me levar. Fico na minha, de prontidão, porém em posição confortável, esperando alguma novidade acontecer. E quanto ao passado... continuo insistindo para que fique em silêncio na gaveta de boas lembranças onde eu o guardei, mas confesso que ainda não consigo ficar indiferente quando ele dá gritos e pede que eu o resgate dali, que o faça presente só um pouquinho pelo menos, para que ele se sinta vivo e forte, para que ele roube um pouco da energia boa que trago sempre comigo, e que me dê um pouquinho da sua energia, que acaba me alimentando de sentimentos bons também. Afinal, podemos ter manchas tristes no passado, mas no geral só o que é bom dura tempo bastante pra que a gente lembre pra sempre, né?!

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