28.9.11

Viagem Minha

Lhes foi dada a promessa de uma linda história de amor, um contratempo e nenhum roteiro.
Se conheceram e começaram a escrever as páginas dessa história, mas o contratempo sempre os impedia de terminar certos parágrafos.E todos que liam a história, partilhavam da mesma opinião: ou se eliminava o empecilho, ou a história se limitaria a palavras soltas e borrões sem nexo.
Ela torcia para que ele notasse que sem aquele empecilho limitando suas mãos, ele poderia não só escrever a história com mais clareza, mas também enfeitá-la com desenhos das mais bonitas cores.
Ele esperava passivamente que ela sinalizasse essa vontade de colorir livremente a história.
E assim seguiram, até que a história ficasse tão clara que eles não conseguissem mais disfarçar, atrás dos borrões, as cores querendo brotar na história.
Mas ela fugiu dessas cores, virou forçosamente a página e cobriu a história de branco. Um branco que o paralisou totalmente. Pronto! Vitória do contratempo.
Mas ainda assim, ainda há quem diga que no mundo das cores, o branco nunca é o fim, pelo contrário, é sempre um começo (ou quem sabe um recomeço). O branco por vezes é necessário para aguçar a criatividade do artista.
E quem são eles? Ele, o pincel e ela a tinta. Ela, a inspiração e ele a ação. Duas partes harmônicas e distintas, que se completam sem notar. O Sol e a Lua, que complemetam e encantam quem observa o céu, mas que nunca estarão juntos... Peraí, mas e os eclipses, hein?!

Um comentário:

  1. hahahahahhaha, q foda amiga!!! vc é demais!!! viajei nesse texto! Muito bom!!!

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Amiiiiiiigo, hein?! Pega leve aí... rs

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