15.5.11

Divagando

Estou em uma fase totalmente egoísta. Não, isso não quer dizer que eu vá roubar o bolo da festa pra comer sozinha nem que vá ignorar se vir uma senhora prestes a ser atropelada por um motoqueiro louco... Nada disso! Estou egoísta com meus sentimentos (o que também não quer dizer que deixei de amar muito meus queridos do coração, ou que o amor diminuiu). Só estou me priorizando, tendo tempo pra pensar mais em mim, minha felicidade virou objetivo número um e pronto!
Só faço o que quero, só ligo pra quem quero, quando quero e se quero. Só leio revista se estiver a fim, se não estiver, apago a luz e vou dormir. Se quiser tomar uma garrafa de vinho inteira antes do almoço, faço também. Estou me sentindo leve, sem pessoa alguma pra me dizer quando e como agir, sem precisar medir minhas palavras, meus atos, minhas vontades. E isso faz feliz!
Estou curtindo o momento, exercendo meu direito de ir, vir, ou simplesmente permanecer, sem peso na consciência, sem receios. Exercendo o direito de não opinar, não comentar, não prestar atenção. Estou com a função cagar e andar ativada, e isso tá me fazendo bem!
Claro que não emperrei o botão do f#d@-c radicalmente, mas de vez em quando eu dou uns toquinhos de leve, confesso... rs
Pra quem me conhece e lê isso aqui, pode até parecer que não há novidade nenhuma nisso, pois sempre fui bastante impulsiva, radical e tals. Na verdade, eu sou bem esquisita mesmo. Não sei bem se esquisita seria o termo correto, mas que fujo do padrão... ah, isso sem dúvidas. Dependendo do ponto de vista, pode parecer ótimo ou péssimo, mas isso depende mais de quem analisa do que de mim mesma. As coisas que faço e falo, os amigos que cultivo, os lugares que frequento... tudo acontece muito naturalmente por aqui. Não há forçada de barra, não há imposições. Eu não me cobro nada muito além das minhas capacidades (o que não significa que sou permissiva comigo mesma, muito ao contrário), não me planejo para dominar o mundo. Pra mim, mais importante é fazer do mundo à minha volta um espaço agradável de passar, frequentar ou permanecer.
Então... nessa fase mais leve que algodão-doce é onde estou exatamente agora. Ansiedade sob controle, o mundo pode sim desacelerar um pouquinho pra me acompanhar, eu é que não vou forçar meu motor pra tentar acompanhar esse ritmo louco das pessoas que correm, correm e não têm lugar nenhum pra chegar. Vou seguindo meu caminho, minha filosofia de boteco, seja lá esquisita, estranha, tosca, idiota ou como eu prefiro chamar, DIFERENTE! Sabe que gosto de verdade dessa definição?! Afinal, ser muito padrão deve ser chato pra caramba, né?! Sei lá também, acho que isso é uma pergunta que eu mesma nunca conseguirei responder...

8.5.11

Aniversário do Blog

Gente, hoje o blog está completando 2 anos e, pra comemorar, a que vos fala teve uma idéia de jerico que pode ou não dar certo, mas pra dar certo precisarei da ajuda de vocês, leitores (até hoje sorrio toda boba em pensar que tenho "leitores" rs).
É o seguinte... como com o passar do tempo fui me aproximando de algumas pessoas por conta das besteiras coisas que escrevo aqui, e na maioria das vezes as pessoas me procuraram pra trocar idéia a respeito de relacionamentos e probleminhas em geral, resolvi montar um balcão espiritual e estou realizando consultas por apenas R$9,90. Prometo trazer seu amor de volta em 3 dias... MENTIRA! ahahahhahahahaaa
Falando sério, resolvi dar mais atenção a essas pessoas que querem trocar idéia, ouvir opinião, sei lá... pessoas que, como eu, muitas vezes ficam na dúvida se casam ou compram uma bicicleta e precisam desabafar ou ouvir idéias de um ponto de vista neutro (no caso, o meu). Pensei que as pessoas podem deixar em forma de comentários ou me enviar por e-mail suas histórias, seus perrengues, e que eu posso responder por aqui ou simplesmente contar (caso seja algo muito cômico e a pessoa queira dividir e tals) para o pessoal que gosta de ler, mas nem sempre de se manifestar aqui no blog. Óbvio que a menos que queiram se identificar, os comentários não serão aceitos e o anonimato será mantido.
Tive essa idéia porque muitas vezes eu já postei histórias que me foram passadas ou me inspirei em outras pessoas para fazer postagens. E pra falar a verdade, estou meio cansada de falar só de mim, acho que é por isso que está faltando inspiração. Comecei este blog pra que ele fosse como uma espécie de "penseira do Dumbledore" (quem viu Harry Potter sabe do que estou falando), pois tenho muita coisa em mente o tempo todo, e às vezes têm pensamentos que ficam martelando tanto que eu preciso externar para aliviar um pouco. Foi uma surpresa e uma honra que com o tempo eu tenha ganhado "seguidores", "leitores" ou como eu prefiro denominar, "chegados por pura afinidade". Tem gente que não acredita em amizade virtual, eu discordo veementemente (quanto E junto, meu Deus). Na internet não se fazem amigos por interesse na pele, no cheiro, no toque, no dinheiro, na classe social nem em qualquer outra coisa do tipo. Você se torna amigo de alguém online porque o papo bate, porque a cabeça pensa na mesma sintonia, porque você simplesmente não tem nada a perder... Enfim, acho que com o tempo e essas surpresas, o blog que é uma brincadeira pra mim acabou ensinando um montão de coisas e abrindo portas para que eu aprenda mais e mais com gente que mora ali do lado ou até mesmo em outro continente.
Gostaria de verdade que a galera participasse desse novo propósito, mesmo que só por brincadeira, pra eu ter sobre o quê escrever... Vai que dá certo, né?! rs
E do mais, é só comemorar. O LPA não é top blog, mas há tanto carinho e tanto sentimento em cada palavrinha que é escrita aqui que até chego a crer nos que me dizem se emocionar em ler (o que muitas vezes parece ser um monte de titica). Obrigada a todos e a cada um de vocês, apaguemos juntos as velinhas desses dois anos de pensamentos loucos ditos em CAPS LOCK... rs

Ah, e vou aproveitar que peguei pra escrever hoje e emendar com desejo de Feliz Dia das Mães pra todo mundo e pra minha amada mais amada que tudo nessa vida mamis, tudo de bom e linda, tudo que eu tenho nessa vida e a que mais queria perto de mim hoje, como não tem opção, a gente deixa pra aproveitar bastante quando estiver perto porque dia das mães é todo dia, bem!

14.4.11

Estranha

Tento ser forte e ficar ao teu lado, mas tem uma mágoa, uma coisa amarga que começa a correr pela corrente sanguínea... Creio isso me esteja matando aos poucos.
É como se eu tivesse construido uma linda casa sobre um terreno aparentemente firme
e de repente, veio a chuva e levou o piso embora.
Eu estou aqui, me esquivando pra manter as paredes de pé... mas como fazer as paredes permanecerem de pé sem um piso firme?
é... Acho que é isso!
Às vezes, dá vontade de derrubar as paredes logo e começar a casa de novo, acho que seria mais fácil...
Às vezes eu penso em tentar recuperar o piso, mas será que dá pra fazer isso?
Você já teve o seu piso levado pela chuva? Saiba que, mesmo se a casa for pequenininha, mesmo que coloque as paredes abaixo, às vezes a chuva vem e além de varrer a casa, deixa rachaduras terríveis no terreno, prejudicando até mesmo possíveis futuras construções...
São essas rachaduras que mais eu temo, pois não quero morar em uma casa com medo constante de que o terreno volte a ceder. Morar em uma casa que pode vir abaixo a qualquer momento é cansativo demais pra qualquer um, inclusive aos que já têm as mãos calejadas de tanto tentar segurar paredes que nem se sabe ao certo se um dia deveriam ter sido erguidas...

Peço desculpas pra galera que acompanha o blog pela ausência exagerada. Sei que é chato pra caramba quando a gente acompanha um blog e o "escritor" passa tempos sem dar as caras, mas é que o ser humano que vos fala é de fase, e no momento eu estou mais pra ler do que pra escrever, mais pra ouvir do que pra falar... Então, volto assim que a inspiração melhorar (mas não fiquem tristes, estou alimentando a alma, me entupindo de leitura e Zeca Baleiro). E a propósito, caso alguém tenha sentido um tom meio melancólico nas linhas, não se preocupe! De vez em quando, e só de vez em quando mesmo, eu uso a licença que me dá direito a um dia de melancolia, de tristeza, de jururú assumido. Mas é só por um dia, pois ficar triste tá permitido por um dia e não um ano inteiro (como diria Frejat), mesmo porque tristeza habitual gera infelicidade, e essa sim eu quero longe de mim!
Volto quando as coisas melhorarem na cabeça pra contar da viagem a Buenos Aires. Por enquanto, adianto que tem muita história engraçada pra contar... Aguardem!!!

20.3.11

Tempo

Passado... de que me serves tu se ficaste pra trás e prendeste a ti os bons momentos, as expectativas, a esperança? De que me serves se tudo que retratas são possibilidades de um futuro possível apenas no pretérito, recheadas de poderiam, teriam, seriam, fariam? Se tudo que revelas são momentos que foram? E se foram é porque não são e provavelmente nunca mais serão...
Então passado, pra quê se fazer presente? Não vês que não te encaixas nesse tempo? que o subjuntivo que carregas aqui só serve para gerar expectativas desnecessárias, hipóteses ao acaso, palavras ao vento? Não consegues notar que as oportunidades não acompanham o virar das páginas, que a folha que o vento leva nunca voltará ao galho da àrvore? Não o vês? Se realmente não o vês, passado! peço que te esforces e voltes para o pretérito indicativo, seja ele perfeito ou imperfeito, pois se juntos nós falávamos de paixão ou simplesmente de afeto, isso não importa mais, pois foi há muito tempo e como já te disse, o tempo não volta.
É passado... Como negar que um dia tu já fora presente (e ouso dizer que um dos mais belos que se possa ganhar), mas que por descuido ou descaso (não sei ao certo), passou por teus dedos a oportunidade de se manter presente e quem sabe... um dia ser promovido a futuro?! Pois é, não deu! As inscrições foram encerradas e a vaga preenchida, lamento!
Mas não desanimes, isso nunca! Qualquer passado se faz presente em algum tempo no espaço. Provavelmente não por aqui, pois infelizmente só temos lugar pro agora nesse setor. Ah, sim... Tem vaga aberta para o futuro, mas toda vez que esperamos por ele, o danado ou se adianta ou vira presente também. Parece realmente que ser presente é a vaga mais cobiçada nesse caso. Pena que por aqui somente haja possibilidades para o presente ser futuro ou para o (quase inevitável) futuro ser presente. Passado não tem qualificação pra ser promovido, e olha que o que não faltou foram oportunidades de se especializar enquanto estagiando no presente. Mas desinteressado, tu te deixaste levar por preguiça ou por falta de gana pelo cargo que hoje desejas (re)ocupar. Meu conselho é que te aconchegues nos nossos arquivos, pois pensando bem não há lugar mais agradável ao passado para se estar do que em meio às lembranças dos momentos vividos como presente, áureo e vívido, cheio de encantamento e alegria, como se o futuro simplesmente não existisse, e se existisse, como se não fizesse diferença, como se o tempo fosse capaz de detê-lo de se vestir de presente e mudar toda uma forma de trabalhar... É, passado... parece que o tempo não trabalhou em teu favor neste caso. Pegue tuas coisas então e ocupes o cargo que te nomeia. E por favor, faça o máximo de silêncio possível, pois o ruido vindo do teu setor só faz atrapalhar a linha de produção mais importante por aqui; o agora, o já, o PRESENTE!

17.3.11

Os Loucos se Atraem

Louca, problemática, sistemática, metódica, imprevisível, turrona, vulnerável, instável...
É assim que estou me sentindo hoje, e completamente feliz com isso! rs
Estava acompanhando as loucuras dos meus amigos navegando pela net e vou te contar uma coisa... como tem doido nesse mundo, né?! Gente, não sei definir mais se todos os loucos são meus amigos ou se todos os meus amigos são loucos, mas a minha galera é muito lelé, todo mundo muito pirado, locos locos locos (estilo Shakira... rs). Tem cada figura que se eu fosse contar, ninguém acreditaria (como o Mestre que conseguiu cair de bêbado em uma poça de água em um boteco e dormiu nela tempo suficiente pra estragar o telefone celular ou a Sacerdotiza que pergunta a um recém formado em Direito se ele estava estudando pra ser Juíz só pra roubar pro time de futebol favorito dele), e também porque não há provas concretas desses acontecimentos (ou alguém tem alguma foto da que vos fala de pileque passando rimel na boca achando que era gloss?)...
Enfim, passaria dias escrevendo sobre as pérolas dos meus doidinhos queridos, mas é melhor pular essa parte. Na verdade, puxei a conversa pra esse lado porque me toquei do quanto admiro as maluquices desses sequelados, o quanto é isso que me aproxima e me cativa em cada um deles. Seja o amigo que conta as maiores sacanagens das "pool parties" que participa na Região dos Lagos, citando Shakespeare e Newton, seja o sequelado que conta como foi curtir o baile no Morro do Quebra-Côco na laje do "patrão" (acho que é assim que se fala), ou até mesmo o que entra no MSN pela madrugada só pra contar as últimas que anda aprontando pelo continente asiático...
Sejam amigos de infância, de faculdade, de trabalho, de internet... Eu não meço amizade por tempo de convívio, por quilômetros de distância nem por encontros pessoalmente. Meço por cumplicidade, afinidade, companheirismo e principalmente pela arte de se fazer presente mesmo distante (como diz a música: "quem foi que disse que pra estar junto precisa estar perto" né?!). E a loucura dos meus queridos ajuda muito nisso. Só gente tão louca quanto eu pra perder horas e horas do dia conversando comigo no MSN, lendo meu blog (rs) e/ou esperando pacientemente o momento que o telefone toque e uma vozinha de taquara diga: "qual é, cheguei em terra, poha! vamos fazer o quê?" hehehehehehehehehehee
Sei que muitas vezes a minha ausência atrapalha, mas gostaria de dizer a cada um que não interfere no sentimento, muito pelo contrário. Quando o convívio é imposto, fica difícil saber o que é genuíno e o que é forçado. Mas quando é espontâneo, o carinho vale o dobro.
Vou parar por aqui porque já tem uns 3 meses que comecei a escrever este post e nunca consigo terminar. Só queria agradecer à loucura adiquirida de todos e cada um de meus queridos, sejam eles amigos próximos ou mais distantes, pois pra mim a fraternidade é feita de patchwork, a gente vai juntando os pedacinhos (uns até maiores que os outros, porém não menos importantes ou bonitos) até que o trabalho final seja, além de lindo, único. E em troca não tenho muito o que oferecer além de ser mais um pedacinho para que vocês também façam seus "patchwork's". Não prometo ser o maior pedaço, nem o mais bonito, nem o mais perfeito de todo o trabalho, mas podem ter certeza que serei o mais bonito, o mais perfeito e o maior amigo que minha capacidade permitir ser, pois é assim que deve acontecer.
E REPITO, AMO TODOS E CADA UM DE VOCÊS!

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